Fórum Social Mundial – Efeitos de Borda: Subjetividades e Espaço Público

A próxima parada do Poro vai ser Porto Alegre. Entre os dias 26 e 31 de janeiro de 20025 vamos participar do evento Os Efeitos de Borda: Subjetividades e Espaço Público que vai acontecer dentro do Fórum Social Mundial 2005.

V Fórum Social Mundial

Perdidos no Espaço:

Efeitos de Borda: Subjetividades e Espaço Público

Programa de Pós-graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS – ADUFRGS

Apresentação:

Ecótono é a zona de passagem de um bioma a outro; por ex., entre a floresta e o campo há uma zona de passagem: a mata de arbustos. Neste local, normalmente a diversidade de espécies é muito maior do que as espécies de cada bioma separadamente. É nesta zona de contato que as trocas e o embate entre espécies diferentes ocorrem na tentativa de partilhar o mesmo espaço. É da relação entre biomas e da adaptação a este local de contato que nasce o ecótono como interface entre as duas comunidades. A tendência ao aumento da diversidade e o aparecimento de organismos resultantes desta zona de passagem (e que só são encontrados aí) é chamada efeito de borda.

Utilizando esta noção de efeito de borda para pensar as relações entre diversos grupos sociais no e com o espaço urbano, propomos a discussão destas relações, a partir de um conjunto de vídeos que serão apresentados ao público, de duas oficinas e de intervenções. Estes vídeos permitem analisar a relação de diversos grupos com o espaço que os cerca. Os meninos de rua que realizaram a Carta de Porto Alegre nos apresentam uma cidade que pouco conhecemos; o vídeo que acompanha o trabalho dos garis permite-nos ter uma vaga ideia de como eles percebem os bairros que percorrem. Não é só a percepção do espaço e a relação de cada grupo individualmente que nos interessa. Busca-se questionar o que ocorre quando diversos grupos compartilham o mesmo espaço. Os conflitos espaciais já fazem parte do dia-a-dia de uma cidade (por exemplo, os combates entre fiscais da prefeitura e camelôs, que já se tornaram rotina nas grandes cidades brasileiras), mas coexistem também outros tipos de relações menos evidentes. Com as intervenções no espaço urbano de Porto Alegre, as oficinas Efeito de borda: subjetividades e espaço público e Fração Localizada, assim como através da produção de reflexões críticas de colaboradores, veiculadas no jornal Perdidos no espaço (que será publicado durante o V FSM) buscaremos pensar as possibilidades de habitar o espaço pela prática artística. Pretendemos igualmente observar criticamente como ela redesenha a nossa relação com o ambiente e com o outro, e de que forma esta produção se integra nos assuntos das políticas públicas sobre arte e cultura.

Atividades programadas:

Conferir horários, locais e eventuais alterações no site www.ufrgs.br/artes/escultura

Formas de Pensar a Escultura / Perdidos no Espaço

AGENDA:

Do dia 26 ao dia 30 de janeiro de 2005: Mostra de vídeos Efeitos de Borda: Subjetividades e Espaço Público
Organizada por Cláudia Zanatta e Andrei Thomas

Horário: a partir das 12 horas
Local: Auditório do Memorial do Rio Grande do Sul
Praça da Alfândega – Centro
Porto Alegre

Dia 27 de janeiro: Oficina Efeitos de Borda: subjetividades e espaço público
Apresentação geral do conjunto de atividades do programa FPES/ Perdidos no Espaço (intervenções, ações, inserções gráficas) na cidade de Porto Alegre durante o V Fórum Social Mundial.

Horário: 12 às 15 horas
Local da atividade: C103
Endereço: Cais do Porto
Capacidade: 100 pessoas.

– Lançamento do Jornal e das publicações do FPES/Perdidos no espaço.

– Troca de experiências com grupos vindos de outras partes do Brasil e exterior buscando estabelecer alguns pontos de contato ou de distanciamento entre a produção atual na tentativa de perceber um pouco o “efeito de borda” possível entre estas produções artísticas, buscando averiguar que tipo de abordagem poética/investigativa é produzida nos diferentes contextos.

Dia 30 de janeiro: Seminário Os efeitos de borda: subjetividade e espaço público

Horário: 14 às 18horas
Local da atividade: Memorial do Rio Grande do Sul
Endereço: Praça da Alfândega,
Capacidade: 100 pessoas.

Apresentação FPES/PPGAVI: Maria Ivone dos Santos e Hélio Fervenza, Cláudia Zanatta, Andrei Thomaz.
1) Zona de passagem: imagens, diversidades e alterações perceptivas do espaço público. (vídeo, fotografia, som). Duração: 1h15 min.

2) Efeitos de borda: como pensar outras possibilidades de habitar o espaço pela prática artística e redesenhar a nossa relação com o ambiente e com o outro? Duração: 1h15 min.

Contará com a presença dos participantes e de 3 palestrantes convidados.
Público esperado 80 pessoas.

Dia 28 de janeiro: Oficina:Fração Localizada: Dilúvio
Coordenação Maria Ivone dos Santos

Caminhada pelas margens do Arroio Dilúvio para um reconhecimento subjetivo da área e do entorno do arroio Dilúvio.
Duração: Aproximadamente 3 horas.
Local: Saída prevista na foz do arroio,  nas margens do rio Guaíba  indo até o Planetário e retornando pela via oposta com qualquer tempo. Conferir horário e eventuais alterações no site www.ufrgs.br/artes/escultura

Intervenções /Ações Urbanas:

Usos do Espaço
Andrei R. Thomaz

O objetivo do projeto Usos do Espaço é monitorar o uso do espaço urbano. Como um mesmo tipo de espaço pode ser utilizado de diferentes maneiras por diversos grupos e agentes? Esta será a nossa pergunta principal.

Dentro do projeto, diversos trabalhos específicos poderão ser desenvolvidos. Poderemos monitorar o uso de um determinado banco de uma praça da cidade, ou as manifestações realizadas em locais próximos à sede do governo estadual, por exemplo. Para o Fórum Social Mundial de 2005, estamos propondo a realização do trabalho Formas de usar: Parque da Harmonia. Neste trabalho, monitoraremos o uso e a ocupação do parque, cujo nome oficial é Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. Será realizado um trabalho de documentação fotográfica diário durante o fórum e, durante o ano, uma sessão mensal de documentação.

O projeto, assim como o monitoramento dos 20 imóveis, ficará disponível na forma de site da Interne, no endereço
http://www.rgbdesigndigital.com.br/atravesdoespelho/usosdoespaco/. Obs.: a primeira versão do site será desenvolvido até o início do fórum

Outra possibilidade de desenvolvimento do projeto é a realização de um convite, a ser disseminado via e-mail, para que pessoas, de qualquer lugar do mundo, se disponham a colaborar com o projeto, acompanhando o uso de um espaço (também situado em qualquer lugar do mundo) e enviando os dados para o site (fotos, situação do espaço, endereço, etc.). Se este convite encontrar receptividade, poderemos desenvolver uma segunda versão do trabalho Formas de Usar: N Espaços, que reunirá os espaços monitorados pelos colaboradores do projeto, onde N será um número variável.

Sobre/sob o tapete
Cláudia Zanatta

Ação em que o espaço constituído por um tapete é proposto como lugar de conversa com participantes do V FSM a respeito do lixo. O que consideramos lixo, quanto lixo produzimos e como nos livramos dele durante o V Fórum Social Mundial (especialmente no acampamento da juventude) pode nos apontar se e como “Um outro mundo é possível”.

Troca de Imagens ação / intervenção
Cristina Ribas

Porto comigo imagens recortadas de folhetos promocionais e tendo uma placa que sinaliza “troco imagens”, abordo as pessoas para uma troca, em que elas me dão uma imagem que portem consigo. Local: todos os dias do Acampamento e do Fórum, circulando por esses espaços.

Casas da Rua
Fernanda Gassen

Na série “Casas da Rua”, as situações retratadas são montadas com miniaturas de móveis, em buracos – de muros e casas – dando preferência a pontos centrais da cidade. Esta série, por meio de registro fotográfico, integra uma pesquisa plástica de pequenas interferências urbanas, que privilegiam como ponto de interesse nichos já existentes na paisagem metropolitana. Tais nichos, re-significados, tornam-se recortes de ambientes arquitetônicos internos, estabelecendo assim, um diálogo entre o inconsciente coletivo da cidade e um imaginário pessoal.

P.O.I.S.: Território sonoro
James Correa e POIS (Claudia Paim, Luciano Zanette e Marcelo Gobatto).

Projeto que busca trabalhar com a paisagem de sons de Porto Alegre: a partir de suas mais diversas sonoridades e das palavras aqui pronunciadas, criar uma outra paisagem evocando novas imagens, outros lugares possíveis para esta cidade. Prevê um programa de rádio de 60 minutos a ser veiculado na Rádio da Universidade AM 1080 junto ao projeto de extensão A cidade e seus elementos para uma história musical, na quarta, dia 26 de janeiro às 21h, e uma intervenção dentro do Território Social Mundial, durante o V Fórum Social Mundial, no sábado, 29 janeiro de 2005.

Murmurando
Melissa Fávero

Distribuição e colagem de adesivo pela cidade: murmurando
A idéia surgiu da frase de André Breton “Confie no caráter inesgotável do murmúrio” (Manifesto Surrealista, André Breton, 1924); que eu já havia utilizado como referência para um trabalho realizado anteriormente. Interessa-me muito a idéia do sussurro, do murmúrio, destas atitudes de parada, do silêncio, do secreto e de esconderijos. Pensando nas questões dos efeitos de borda em relação aos meus trabalhos, coloco a idéia de como ocupamos o mesmo espaço, de como as relações ocorrem, e o que acaba existindo no espaço ENTRE. O material escolhido (acetato) possui a característica de aderir-se aos lugares em que é deixado, e pela sua transparência, permite que o que está em baixo possa murmurar junto.

Grilo
Raquel Stolf

A intervenção sonora Grilo consiste em veicular em carro de som o áudio de um grilo, em fins de tarde, em trajetos do centro de algumas cidades. Grilo faz parte do projeto FORA [DO AR], desenvolvido desde 2002, constituindo a primeira faixa de um cd-objeto com proposições sonoras, as quais podem se desdobrar em intervenções urbanas, em micro-intervenções domésticas, em inserções em rádios, em instalações, vídeos, objetos, textos e imagens.

Mamutes
Vera Lago

Inserção na mídia. Colocação de anúncio em jornais de grande circulação em Porto Alegre, questionando a ocorrência de possíveis aparições de “mamutes” na cidade. Esta proposta é um desdobramento do trabalho que venho desenvolvendo, onde percorro pontos da cidade (obras públicas em andamento), fazendo registros fotográficos destas “aparições”.

Trazendo à tona. Demarcando encontros de superfícies.
Grupo Poro

Normalmente não percebemos os lugares onde passamos, ficamos como que anestesiados pelo cotidiano, deixando de perceber o chão onde pisamos ou como são as paredes que margeiam nosso caminho. Através de intervenção gráfica utilizando cores luminosas, esse trabalho consiste em demarcar limites entre superfícies distintas. Limites entre planos=esquinas. Limites entre diferentes pisos: cimento/asfalto, calçada/grama, ladrilhos/terra.


Mostra de vídeos Efeitos de Borda: Subjetividades e Espaço Público

Diluxo
Cassiano Griesang e Guilherme Carlin

Duração: 15min
Suporte: Mini DV
Sinopse: Experimentações artísticas sobre um documento social, DILUXO se propõe a retratar, redirecionar e reeducar nossos olhares para o sentimento coletivo que ganhamos e perdemos dentro da urbis de cada dia. É uma aproximação das pessoas que atropelamos diariamente. Um choque que, à primeira vista, expõe a dor onde só há pobreza, inclusive, a de espírito. Quem roubou a poesia?
Moradores da rua: Alex, Bidu, Debby, Edison, Gabriel, Patricia, Paulo, Ricardo, Marcio, Jonatan, José, João, Wagner, Valmor, Gleison, Pulmão e Princesa
Apoio: UFRGS e Grupo Telivra!

Complexos/Vazios
Cláudia Paim, Luciano Zanette e Marcelo Gobatto

Duração: 6min 27s.
Suporte: Digital
Imagens e edição: Cláudia Paim, Luciano Zanette e Marcelo Gobatto
Música: James Corrêa
Sinopse: O vídeo explora as relações entre a linguagem, o som e a imagem é o resultado de um processo coletivo de criação e realização.

Ação Orgânica
Cláudia Zanatta

Duração: 20 min
Suporte: Digital
Imagens e edição: Ecoescritório de Comunicação
Sinopse: O vídeo mostra a coleta do lixo orgânico feita em diferentes bairros da cidade de Porto Alegre por meio do olhar de quem a realiza: o coletor, pois uma câmera foi instalada no capacete utilizado por diferentes garis para a coleta de sons e imagens de seu trabalho.

Terreno Baldio
Cristina Ribas

Duração: 7 min.
Suporte: Digital Hi 8
Imagens: Cristina Ribas e Jared Domicio
Edição: Cristina Ribas e Luiz Pelizari
Música: Egberto Gismonti
Sinopse: em Belo Horizonte (MG), um terreno baldio e o Edifício Niemeyer motivam a realização de um percurso. Uma bicicleta é o veiculo cinemático da ação.

Dois Movimentos Para O Parque
Daniele Marx

Duração: 3 min.
Suporte: Digital web cam
Imagens e edição: Daniele Marx
Trilha sonora original: Rafael de Oliveira
Música: Trechos de Slow Hell – Tosca
Sinopse: 1 é parte de uma série de vídeos que envolvem o movimento contínuo relacionando a imagem à música. Os movimentos são uma apropriação e coleta de diferentes imagens a partir de várias situações encontradas na vida, na cidade, etc. Cada movimento captado é presente. Isto é, mesmo que tenha sido pré-estabelecido, o roteiro, em sua condição de matéria “tempo-espaço”, favorece-me pistas para modelagem do trabalho em vídeo.

II Ato em um dia de sol
Elisa Noronha

Duração: 30 min.
Suporte: VHS
Imagens e edição: Elisa Noronha
Sinopse: II ato em um dia de sol faz parte de uma trilogia de vídeos realizada em 2001, que obedeceu algumas regras como condição para a construção da imagem: a câmera videográfica deveria estar fixa em um ponto e em um enquadramento, a imagem deveria ser em preto e branco e sem som, e a duração do vídeo ser de 30 minutos. Porém, muito mais que determinar enquadramentos, nesses vídeos, determinei lugares que, mesmo já possuindo movimentos inerentes, poderiam me oferecer movimentos inesperados, que só com um certo tempo de filmagem conseguiria apreendê-los. Então, II ato em um dia de sol, acontece em uma praia praticamente deserta. Temos o movimento do mar, da luz, da areia… e de repente Sofia e Judite, minhas duas cachorras que me acompanharam nessa filmagem… e logo depois o mar, a luz, a areia… E assim, a bidimensionalidade da imagem quebrada pelo movimento vertical de Sofia e Judite, que vão até o mar e que voltam em direção à câmera repetidas vezes.

Auto-retrato em ambiente com paisagem
Fabiana Wielewicki

Duração: 2 min.
Suporte: Digital Hi 8
Imagens: Fabiana Wielewicki
Edição: Glaucis de Morais
Sinopse:
O trabalho pode ser observado como uma investigação sobre a pose: a atitude contemplativa diante da paisagem marinha é vista como encenação a partir do momento que se lê no enunciado do trabalho que apresenta um auto-retrato. Nesse sentido, a atitude contemplativa é observada a partir do pressuposto do auto-retrato, que envolve uma ação nos “bastidores do ato fotográfico”: o movimento de determinar a cena e o enquadramento, o acionamento do botão de disparo e a corrida até o local da pose – etapas implícitas no contexto de um auto-retrato fotográfico. Uma idéia de movimento contrasta com a imagem contemplativa: são velocidades diferentes. Nessa oposição de velocidades parece estar contida a idéia de que toda a situação lírica e contemplativa apresentada na imagem foi “forjada”.

Paisagem Em Fuga: Instante
Glaucis de Morais

Duração: 4 min (looping)
Suporte: Digital Hi 8
Imagens e edição: Glaucis de Morais
Sinopse: Paisagem em fuga: instante é uma reflexão a propósito do tempo e da velocidade das imagens a partir da paisagem. Neste vídeo, ela se apresenta como uma imagem abstrata; são velozes registros através da janela de um trem em que a paisagem quase desaparece e perde seus contornos. Em determinada fração do vídeo, entretanto, é possível que se identifique, em um piscar de olhos, uma única e nítida imagem da paisagem, fugidia e acelerada.

Carta de Porto Alegre
Janaína Bechler e Moradores de Rua (participantes do Jornal Boca de Rua)

Duração:30min.(aprox.)
Suporte:Digital
Imagens: Janaína Bechler e Moradores de Rua (participantes do Jornal Boca de Rua)
Edição: Ceco Ramirez, Janaina Bechler, Marcelo Gobatto e Márcio Torozin (Zeppelin)
Sinopse: Olhar o chão, abrir o céu: perspectivas na cidade: um processo de trabalho envolvendo um grupo de moradores de rua de Porto Alegre que realiza o Jornal Boca de Rua, é o mote para pensar as relações tensas entre os espaços na cidade contemporânea. A diluição dos limites entre público e privado, nas formas atuais do sistema capitalista, torna a experiência das pessoas que estão na berlinda entre o espaço da rua e o da casa, fundamental para nos ajudar a pensar novas estratégias para viver na cidade. Apesar disso, sabe-se da condição de invisibilidade a que estão condenados aqueles que, por diversas razões, não respondem aos ideais de vida ditados por aquele sistema. A elaboração de um vídeo-carta, endereçado a moradores de rua de São Paulo, é o dispositivo desse trabalho, que visa a produção de uma imagem crítica da cidade sob o olhar daqueles que habitam as suas ruas.

Vertigem-Céu de Faxinal do Céu
Letícia Cardoso

Duração: 5 min.
Suporte: VHS
Imagens: Letícia Cardoso
Edição: Elisa Noronha
Sinopse: Vertigem – Céu de Faxinal do Céu (realizado durante o evento/residência de artistas ocorrido na Vila Faxinal do Céu no estado do Paraná em 2002, cujo nome favoreceu o deslocamento contínuo do lugar para o céu) registro e ação acontecem ao mesmo tempo. Ao rodar com a câmera apontada para o céu em um fim de tarde, realizo uma brincadeira infantil que pretende perder o equilíbrio. Rodar sobre si mesmo até cair é uma regra que pré-determina o vídeo. A brincadeira acontece e ao mesmo tempo vão sendo registrados fragmentos de uma paisagem em movimento determinada pelo percurso do corpo que rodopia e vivencia sustentação e equilíbrio. A intenção desta brincadeira é testar os limites de equilíbrio. O vídeo inicia com o movimento de rodopiar e termina com uma queda que revela a perda do equilíbrio do corpo.

Endereçamentos: Vendo A Vista e Fração Localizada: Dilúvio
Maria Ivone dos Santos

Duração: 4 min. (Vendo a vista) e 16 min. (Fração Localizada: Dilúvio)
Suporte: Digital Hi 8
Imagens: Maria Ivone dos Santos e Glaucis de Morais
Edição: Glaucis de Morais
Sinopses: Vendo a vista: 08 de maio de 2004, vídeo-carta mostrada no espaço 803-804, no oitavo andar de uma galeria comercial no centro de Florianópolis, indexava aspectos visíveis através da janela do local e discorria igualmente sobre as contradições vivenciadas pelo autor no que se refere aos conflitos de interesse nas relações de vizinhança que constituem a realidade urbana e a paisagem.
Fração Localizada: Dilúvio, 09 de novembro de 2004, vídeo-carta que expunha uma fração de tempo de determinado espaço percorrido em carro num dia de chuva, às margens do Arroio Dilúvio em Porto Alegre. Este vídeo-carta se inter-relacionava com outros meios e dispositivos instalados e dispostos nas três salas de exposição no Castelinho do Flamengo, no Rio de Janeiro durante a exposição Contato. Religando os distintos meios, uma carta impressa era igualmente endereçada aos visitantes da exposição e a mesma buscava levantar questões que permitissem se ter uma idéia sobre as configurações do urbano e do entorno no qual estas propostas estavam inseridas.

Tangente
Mariana Silva da Silva

Duração: 6 min.
Suporte: Digital Hi 8 e Mini DV
Imagens: Mariana Silva da Silva e Glaucis de Morais
Edição: Glaucis de Morais
Sinopse: Dois vídeos simultâneos registram uma caminhada na Rua da Praia, Porto Alegre durante um período de grande fluxo de passantes. As câmeras de vídeo tangentes ao corpo registram por sua vez as tangências de corpos em movimento.

FPES-Perdidos no espaço: grupo aberto fomentado pelas ações do Programa de Extensão Formas de Pensar a Escultura do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS. Este programa é um ambiente extracurricular criado para discutir a produção artística contemporânea e as relações da arte com os espaços públicos e privados. Sediado no Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS, na cidade de Porto Alegre, produziu ao longo do tempo diversas ações, proposições e publicações que reuniram artistas, alunos, professores, bolsistas-pesquisadores da graduação e da pós- graduação do Instituto de Artes. Acolhe participantes eventuais e público externo à Universidade, interessados nos temas e propostas do grupo, envolvendo-os em ações e reflexões. Este site constitui um importante veículo de difusão de nossas atividades sendo o lugar de articulação das informações produzidas nas distintas ações.

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